Hanna Instruments promove visita de enólogo chileno ao Brasil

Especialista vai conhecer região Sul e comenta sobre o setor de vinhos do País e do Chile 29.10.2007


Imagen de la Noticia

Um mercado bastante atrativo e com grande potencial de crescimento de consumo. As perspectivas para o setor vinícola brasileiro são muito positivas e favoráveis para investimentos, segundo o engenheiro agrônomo chileno José Acuña Petersen, especialista em viticultura e enologia da Hanna Instruments do Chile. Para conhecer ainda mais o setor no Brasil, Acuña fará uma visita a produções e bodegas do Rio Grande do Sul em janeiro de 2008, onde se concentram cerca de 90% da produção vitivinícula do País.

“Em todo o território nacional, 10% de toda a população tem condições sociais, econômicas e culturais para o consumo do produto. Este percentual corresponde a 18 milhões de pessoas, o que equivale à população inteira de um país consumidor como Suécia, Holanda e Bélgica. Portanto, o potencial do Brasil nesse segmento é bastante significativo, não por consumo per capita e sim pelo crescimento do número de pessoas em condições de consumo”, revela Acuña.

“Atualmente, o mercado brasileiro consome 320 milhões de litros de vinhos por ano entre produtos de viníferas e vinhos correntes. Anualmente, são importados 30 milhões de litros, em média. Quanto ao consumo per capita, o índice é de 1,8 litros anuais. Não obstante, em 2005 foram importadas 4 milhões de caixas de 9 litros a mais em relação a anos anteriores, o que significa um aumento entre 10% e 15% por ano. Os estados de maior consumo são São Paulo (45% do mercado), Minas Gerais e Rio de Janeiro”, acrescenta o especialista da Hanna Chile.

Segundo José Acuña Petersen, o mercado de vinhos no País evoluiu na ordem de 15% ao ano, graças a diversas atividades de promoção realizadas pelos países exportadores, o que ampliou a cultura de consumo do produto. “Embora sem dados concretos, estima-se que em torno de 80% dos vinhos consumidos no Brasil são tintos. Contudo, as maiores vendas ocorrem nos meses de inverno (de junho a agosto) e na época do Natal (novembro e dezembro), em que o volume total chega a 35% e 30%, respectivamente”, complementa Acuña.

Para o especialista da Hanna Instruments do Chile, o ponto forte do mercado brasileiro é o fato de ser bastante atrativo pelo potencial de crescimento de consumo futuro, o que pode também favorecer à produção nacional. “Outro aspecto positivo é que os consumidores de vinhos de alta qualidade pelos quais têm um bom conhecimento do produto e que conseguem distinguir corretamente os produtos oferecidos ainda não representam um grupo importante que influencia o consumo. Isto favorece aos produtores locais, especialmente de vinhos correntes”, destaca José Acuña Petersen.

Uma ação que, de acordo com a análise do especialista, seria vantajosa e que pode colaborar com a melhora do mercado nacional, é uma campanha institucional de promoção agressiva, com realizações de mostras e degustações em diversas partes do Brasil, como é feito no Chile, além de refeições e degustações dirigidas a formadores de opinião e à imprensa. “Além disto, outras soluções, como atividades em conjunto de associações de sommeliers, enólogos e convites a jornalistas para conhecerem a produção, divulgação constante do produto nas principais publicações gastronômicas, como as revistas Gula, Prazeres da Mesa, Adega Vinho Magazine, e a Expovinis (maior feira de vinhos da América Latina) que poderia ser realizada em um pavilhão, iriam colaborar com o crescimento do consumo no País”, opina.

“Vale lembrar que o aumento do consumo do produto nos últimos anos também está ligado ao fato de terem descoberto que o vinho é saudável, antioxidante e que evita problemas cardiovasculares. Esta informação pode impulsionar as vendas de vinho e aumentar o volume de litros per capita, além de torná-lo parte da cultura da população, de acordo com o consumo correto”, comenta Acuña Petersen.

Mercado chileno

Conhecido como a terra dos melhores vinhos latino-americanos, o Chile apresentou uma queda de preços do produto com a desvalorização do dólar em cerca de 22% entre 2003 e 2005. “Por outro lado, o vinho chileno é de boa qualidade e depreco acessível, apesar dos custos terem aumentado. Trata-se de um país sólido, com uma economia crescente e fortalecida, especialmente por políticas macroeconômicas, como por exemplo, o superávit estrutural. Investidores estrangeiros se instalam em um país livre de pragas e enfermidades, sendo ligado com as principais economias do mundo através de tratados de livre comércio, o que transformou o Chile em uma verdadeira plataforma comercial na região”, explica Acuña Petersen.

De acordo com Acuña Petersen, o desempenho da Hanna Instruments do Chile tem sido muito boa, com assistência técnica e produtos da linha Wine Line ideais para medições em vinhos para bodegas. “Temos estabelecido de forma paulatina relações comerciais com clientes novos, pelos quais a maioria demonstra muita satisfação com o resultado das análises por meio de nossos equipamentos e sua adequação quanto a preço e qualidade”, conclui Acuña Petersen.

Produtos Wine Line

Especialmente voltada para o mercado de vinicultura, a linha Wine Line da Hanna Instruments é composta por diversos equipamentos eletroanalíticos que auxiliam empresas e produtores do setor. Um aparelho destacável ideal para a medição de ácido tartárico – substância típica da uva que influencia na acidez da bebida – o aparelho HI 83748 é um estojo completo constituído por reagentes para cinco testes, quatro baterias AA de 1,5v, uma micropipeta de 200 μl e uma seringa de 5 ml com ponteira.

Uma indicação para a medição de açúcar redutor de vinho é o fotômetro HI 83746. De importância vital na enologia, o conteúdo final de açúcares redutores do produto são derivados da concentração elevada após a fermentação, o que pode causar problemas na qualidade da bebida e até em sua desqualificação por ultrapassar limites estabelecidos para cada tipo de vinho. De análise rápida e confiável para o nível de açúcar redutor de vinhos, o produto pode verificar 25 amostras em apenas 10 minutos.

Finalmente, outro produto para vinicultura é o Fotômetro para Ferro HI 83741 é uma ferramenta que pode ser utilizada pelo enólogo afim de evitar possíveis mudanças de coloração por possíveis quedas de ferro ou oxidação do vinho. Composto por uma lâmpada de tungstênio com um filtro de interferências de banda estreita de 560 nm, o medidor apresenta uma mostra do produto a ser analisado, que fica com cor violeta, devido à reação entre o ferro e os reativos.

Um fotômetro desenvolvido especialmente para vinhos bastante recomendável nesse segmento é o Medidor de Turvação e Bentonita HI 83749. O equipamento possui um sensor de fotocélula de silício e mede a turvação do produto em unidades nefelométricas de turvação (UNT) de forma rápida e sensível.

O equipamento pode também realizar um teste para verificar a estabilidade dos vinhos, bem como um ensaio das doses de bentonita, que é uma argila de granulação muito fina e composta por minerais, sendo um agente que permite rápida ação clarificante ao vinho, proporcionando maior estabilidade, melhor limpeza, produtos mais saborosos e aromáticos. Bastante útil para medir o nível de limpeza dos vinhos, o HI 83749 pode permitir o reconhecimento do efeito das diferentes clareações e filtragem, além de ser vital para manter o nível determinado de turvação para evitar problemas durante a fermentação.