Diretor executivo da Hanna da Espanha visita Brasil

Felipe Elexpuru conhece filial brasileira da empresa e comenta sobre o atual panorama econômico europeu 03.06.2008


Responsável pela administração da Hanna Instruments da Espanha, o diretor executivo Felipe Elexpuru realizou uma visita ao País e conheceu a filial brasileira da empresa, entre os dias 15 e 21 de maio. Com o objetivo de colaborar com as atividades da companhia no Brasil através de sua experiência comercial e sob a filosofia de trabalho da Hanna Instruments, Felipe Elexpuru ressaltou o bom ambiente que encontrou.

“Tive uma excelente impressão da empresa.  Além da organização, os funcionários são muito bons e jovens, o que aponta um grande potencial de trabalho, refletindo também o perfil da Hanna, uma empresa que sempre busca oferecer o melhor aos seus clientes através de seus equipamentos”, declara Elexpuru.

Sobre o Brasil, o executivo espanhol afirma que o País tem grande potencial econômico por suas proporções territoriais e condições climáticas. “Esta é a terceira visita que faço aqui, entretanto, ainda quero adquirir mais informações sobre este país interessante e sua cultura. O Brasil tem grandes dimensões territoriais, porém apresenta muitas necessidades econômicas. Os recursos hídricos do País, por exemplo, são imensos e a aplicação das linhas de produtos da nossa marca nesses segmentos é ilimitada e podemos contribuir com muitas empresas brasileiras com nossa qualidade e praticidade”, assegura.

Em relação à Espanha, Felipe Elexpuru destaca quatro setores que apresentam grande potencial de mercado para a Hanna Instruments. “Além do setor de laboratórios, no setor de alimentos temos um campo bastante expansivo, principalmente em diversos tipos de culturas agrícolas que utilizam produtos contaminantes e que necessitam de nossos medidores para o controle de qualidade. No segmento de agricultura, além da produção em escala mundial do trigo, o avanço dos biocombustíveis irá gerar uma demanda dos nossos equipamentos. Para o setor de meio ambiente, oferecemos fotômetros adequados para o segmento de tratamento de água,  elemento cada vez mais escasso na Europa e em boa parte do mundo”, explica o executivo, que também aponta o sucesso do multiparâmetro HI 9828 com GPS na Europa, indicado para pesquisadores, análises ambientais, empresas de saneamento e engenharia.

“No planeta, a população aumentou e recursos hídricos diminuíram, o que gerou a necessidade de reutilização da água. Há projetos de aplicar a dessalinização no Mar Mediterrâneo em alguns países devido à carência de água. Enquanto isto, mudanças climáticas no planeta, secas imprevisíveis em diversos países e a falta de água potável certamente vão gerar guerras por fontes hídricas, comenta o executivo, que também é membro da organização não-governamental espanhola Adecagua, uma entidade sem fins lucrativos formada por profissionais com trabalhos relacionados à gestão de qualidade hídrica.

Nova rota comercial

Segundo Felipe Elexpuru, atualmente os países europeus vivem diversas diferenças econômicas, caracterizadas especialmente por regiões. Como atesta, os países mediterrâneos (Portugal, Espanha, França e Itália), marcados pelo mercado vinícola, Inglaterra e países da Europa Central são carentes de água e recursos energéticos, ao contrário de países do Leste Europeu e repúblicas caucasianas (extintas repúblicas soviéticas, como Uzbequistão, Cazaquistão, Geórgia, Armênia, Arzebaijão, entre outros). Este fator pode significar uma solução para a União Européia (EU).

“Os países do Leste representam um novo mercado graças à força de trabalho e ambição de prosperarem. Muitas destas nações visam integrarem a UE e já existem projetos de construção de ferrovias e ampliação de mais investimentos nesta região. Quanto aos países caucasianos, apesar da influência ainda presente da Rússia, essas nações apresentam recursos energéticos em abundância ainda a serem explorados e representam uma nova rota comercial aos países europeus ocidentais em busca destes recursos, como nos tempos de Marco Polo (séculos XII e XIII) e Gênova e Veneza com o Oriente Médio (entre os séculos XII e XVI)”, esclarece o executivo espanhol.

Com planos de conhecer melhor os países caucasianos, Felipe Elexpuru, que já viajou para 44 países, pretende visitar durante suas próximas férias a região que, de acordo com ele, tem grandes possibilidades de crescimento econômico e podem amenizar a carência energética e hídrica da União Européia.