Medidor de pH e eletrodo de íon seletivo da Hanna Instruments analisa a quantidade do elemento, presente no tratamento de recursos hídricos para prevenção de problemas odontológicos
A cárie dental é considerada como um dos principais problemas odontológicos no Brasil e em diversas partes do mundo, podendo provocar a destruição dos dentes se não for tratado a tempo e de forma adequada. Durante muito tempo no País, este mal foi alvo de preocupação de especialistas, o que configurou em um problema público de saúde em décadas anteriores.
Por sua vez, após pesquisas realizadas por instituições internacionais de saúde e sendo utilizado na Odontologia por aproximadamente um século, foi constatado que o flúor é um elemento eficaz na proteção dos dentes contra a cárie. Nas análises, foi comprovado que com o aumento do nível de flúor em amostras matam as bactérias que provocam a cárie e há um fortalecimento nos dentes e diminuição da presença de microorganismos bucais.
Desta forma, há 33 anos, o governo brasileiro determinou que a fluoretação da água para abastecimento público é obrigatória, segundo a Lei Federal n.º. 6.050/74. De acordo com o Ministério da Saúde, o limite máximo de flúor na água para consumo humano é de 1,5 mg/litro. O monitoramento do elemento é feito por entidades governamentais de tratamento de água, que seguem os valores estabelecidos pelo ministério.
Para auxiliar empresas do setor de tratamento hídrico, atendendo também de forma ampla as necessidades mais elevadas de laboratórios, a Hanna Instruments desenvolveu após trabalhos de pesquisas e aprimoramento o Medidor de pH com parâmetro estendido, GLP e íons seletivos HI 253. Ideal para a identificação de flúor, o instrumento proporciona medições sempre precisas e serve para análise de pH, redox e mV relativo, além do fato de estar disponível para desenvolver medições de íons seletivos, fornecendo os resultados diretamente em ppm.
HI 253
Devido a sua memória interna não volátil, o medidor é capaz de gravar até 50 dados que podem ser posteriormente transferidos a um computador através da porta serial RS232. O HI 253 apresenta também características BPL, permitindo que os dados de calibração possam ser consultados a cada momento. O equipamento pode ser fornecido com eletrodo de pH, solução eletrolítica para recarga de eletrodos, prateleira porta-eletrodo, transformador 12 Vdc, sonda de temperatura HI 7669/2W para a compensação automática nas medições pH e soluções de calibração, tudo o necessário para poder medir imediatamente sem problemas.
HI 4140
Outro instrumento utilizado para identificar a quantidade de flúor presente em uma solução, o eletrodo HI 4110 complementa a gama de produtos eletroquímicos de alto nível da Hanna Instruments. De tecnologia ISE (eletrodo de íon seletivo) o instrumento oferece vantagens consideráveis para a análise química. Ideal para laboratórios de pesquisa, agricultura, educação, processamento de comidas, biomedicina, tratamento de água, geradores de energia e monitoramento da qualidade de água, o instrumento inclui sensores para a determinação de brometo, cloreto, iodo e cobre. Além disto, pode ser aplicado na determinação de fluoreto livre em água potável, bebidas macias, vinho e plantas.
Fluoretação e cuidados
O teor de flúor na água também é definido conforme as condições climáticas (temperatura) de cada região, em função do consumo médio diário de água por pessoa. No estado de São Paulo, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) o teor ideal de flúor é de 0,7 mg/l (miligramas por litro) podendo variar entre 0,6 a 0,8 mg/l. Não obstante, como informa a empresa paulista de tratamento hídrico, a ausência temporária ou variações de flúor na água de abastecimento não tornam a água imprópria para consumo.
Reservatorio
Iniciada em outubro de 1985, a fluoretação na água distribuída no estado paulista diminuiu de forma drástica a incidência de pessoas com dentes cariados, perdidos e obturados. Para ter-se idéia, como aponta pesquisas de entidades odontológicas da região, entre agosto a dezembro de 1998, foi realizada uma investigação dentária que integrou 24 regiões de saúde de São Paulo, com atividades em 133 municípios, foram examinadas 89 mil pessoas, sendo 6,5 mil crianças de 5 anos de idade, 9,3 mil escolares de 12 anos de idade, 5 mil adolescentes de 18 anos, 5,7 mil trabalhadores do grupo etário de 35 a 44 anos de idade da área de educação, além de 4,8 mil idosos entre 65 e 74 anos.
Os resultados demonstraram que as cáries apresentaram queda de 48% entre as crianças paulistas. A redução atingiu 69% das crianças de 7 anos de idade e 48% na idade-índice de 12 anos, despencando para 3,7 mil em 1998. Segundo a classificação de prevalência de cárie dental da Organização Mundial da Saúde (OMS) para 12 anos de idade, a condição passou de "muito alta" em 1982 para "moderada" em 1998. Já em 2002, os registros apontaram para uma queda acentuada nos índices de problemas dentários em adolescentes de 12 anos nos municípios atendidos pela Sabesp, caindo de 7,14 mil (em 1983) para 2,52 mil.
Mesmo com sua eficácia na prevenção contra a cárie dental, o flúor deve ser manuseado com grande cuidado, devendo-se evitar totalmente qualquer contato com a pele ou com os olhos. Tanto o flúor como os íons fluoretos são altamente tóxicos, apresentando um odor acre característico, sendo detectável em concentrações tão baixas como 0,02 ppm, abaixo dos limites de exposição recomendados.
O uso excessivo de flúor pode provocar uma doença chamada fluorose, que são manchas, em geral esbranquiçadas, que aparecem nos dentes por excesso de flúor, geralmente de forma simétrica. Este mal acomete crianças de 0 a 12 anos. Alguns cientistas especializados na área de saúde são contrários à aplicação do elemento, apesar de sua eficácia odontológica. Assim, empresas de tratamento hídrico procuram controlar o uso do flúor nas águas. Contudo, como recomendam profissionais de Odontologia, cada pessoa deve ter cuidados em manter uma higiene bucal adequadamente e consultas a um dentista de confiança a cada seis meses, como forma de prevenção e tratamento de problemas recorrentes.