Consumo de água mineral cresce mais de 5,6 mil% em duas décadas

Seg, 23 de Julho de 2007

Dados do Ipea apontam que produto é o que apresentou maior índice de venda entre os artigos alimentícios no Brasil

Constantes mudanças na economia com vários planos estabelecidos por governos anteriores, o que provocou uma variação de custo de produtos e serviços, fizeram com que o hábito de consumo do brasileiro também apresentasse alterações nos últimos 20 anos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) editou o livro “Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas”, que apresenta um estudo pelo qual revela uma redução no gasto do brasileiro com comida, graças à redução de preço dos produtos com o Plano Real, criado em 1994.

Entre os itens abordados no trabalho feito pelo Ipea, os índices de consumo de produtos alimentícios entre os anos de 1974 e 2003 despertou a atenção, com repercussão nos principais meios de comunicação do País no final de junho. Neste período, a água mineral foi o artigo que apresentou uma alta de 5.694%, superando itens como iogurte (que subiu 702%), refrigerante (com alta de 490%) e alimentos preparados (aumento de 216%). Apenas no período entre 1997 e 2001, o setor de água mineral registrou crescimento acumulado de 104%, como informa o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM).

A alta do consumo de água mineral no País deve-se à queda de preços provocada pelo aumento da oferta e pela maior preferência do consumidor por um produto naturalmente puro e saudável, sendo também uma tendência mundial, com uma popularização do produto em dezenas de países de todos os continentes. A preocupação com a qualidade da água de rede pública e, principalmente, a busca do bem-estar proporcionado pelos sais minerais naturais provocou nos últimos anos uma contínua demanda por água mineral, em todos os países.

Segundo dados do DNPM e da Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral (Abinam), o mercado mundial de água envasada (produto contido em vasilha) apresentou constante expansão nos últimos anos, com crescimento de consumo na ordem de 20% por ano. A Abinam afirma que até o ano de 2008 a produção mundial de água mineral deve alcançar 206 bilhões de litros e que o mercado brasileiro deverá acrescentar a sua produção anual chegando a 2,2 bilhões de litros. Para ter-se idéia do crescente consumo global, em 2001, a produção ficou estimada em 107,5 bilhões de litros de água mineral, com destaque para a liderança da União Europa, com 42,3 bilhões de litros, seguida pela América Latina com 22,9 bilhões de litros. A América do Norte produziu 20,4 bilhões de litros, seguida por Ásia e Austrália, com 18,6 bilhões de litros e Norte da África e Oriente com 6,2 bilhões.

No Brasil, a expansão do setor é significativa, com a produção de 5,8 bilhões de litros do produto em 2002, de acordo com uma estimativa preliminar do DNPM, o que torna o País como o sexto maior produtor mundial de água mineral. Conforme estas estatísticas, os principais produtores são o México, com 15,46 bilhões de litros; os Estados Unidos (11,52 bilhões de litros); Itália (produzindo 8,75 bilhões); Alemanha (8 bilhões) e França, com 6,5 bilhões de litros. Considerando todo o tipo de água envasada, os norte-americanos apresentam um consumo médio anual de aproximadamente 20 bilhões de litros, o que caracteriza o país como um forte importador do artigo.

Com taxas anuais crescentes, o consumo per capta de águas minerais no Brasil está em torno de 30 litros, como informa a Abinam. O segmento de maior crescimento e consumo continua sendo o de garrafão de 20 litros, que domina 57% do mercado de águas envasadas. Presente de forma consolidada em escritórios, empresas e locais públicos, esse tipo de artigo engarrafado também apresenta uma preferência cada vez maior em residências. Mesmo assim, comparado com índices de outros países, o consumo anual per capita brasileiro é baixo. Países como Itália, México e França, os índices variam de 120 a 150 litros. Em um nível intermediário, em torno de 100 litros per capita/anuais, encontram-se mercados como Alemanha, Suíça e Espanha. Em uma faixa entre 70 e 80 litros per capita/ano, estão os Estados Unidos, Portugal e Áustria.

Consumo por regiões e exportações

Conforme o balanço realizado pelo DNPM, as regiões brasileiras que mais cresceram em produção de água mineral em 2001 foram a Sudeste, com 33%, e a Sul, com 24%. Atualmente, o ranking de produção é o seguinte:

Sudeste: 56,4%;
Nordeste: 23,2%;
Sul: 11,3%;
Norte: 5,1%;
Centro-Oeste: 4,0%.

Ainda segundo o DNPM, em 2001, 22 empresas foram responsáveis por 50% da produção nacional. A outra metade é produzida por cerca de duas centenas de engarrafadoras, a maioria com atuação apenas local ou regional. Por estado, a maior expansão registrada pela entidade se deu em Minas Gerais, 40%, elevando a produção em 2001 para cerca de 400 milhões de litros. Em seguida vem São Paulo, com crescimento de 35% e produção de 2 bilhões de litros, confirmando sua liderança no mercado brasileiro. O desempenho desses dois estados colocam a região Sudeste como responsável por 56% da produção nacional de água mineral. Contudo, São Paulo é o maior produtor nacional do artigo, com um volume de 1,2 bilhão de litros, sendo responsável por 21,5% da produção nacional.

Quanto à comercialização no mercado internacional, o DNPM constatou que em 2001 as importações somaram 1,16 milhão de litros, correspondentes a US$ 640 mil, provenientes da França (49%), Itália (32%), Espanha (5%) e Portugal (4%), entre outros. As exportações ficaram em 327 mil litros, no valor de US$ 61 mil, e tiveram como principais destinos a Bolívia (39%), Paraguai (38%) e Angola (11%).

Curiosidades

O conceito de água mineral consiste corresponde a toda água que contém minerais ou outras substâncias dissolvidas que alteram seu gosto e lhe dão valor terapêutico e/ou nutritivo. Sais, compostos de enxofre e gases são entre as substâncias que podem estar dissolvidas na água. A bebida, que pode frequentemente ser efervescente, é preparada ou pode ser produzida naturalmente.

As águas minerais extraídas da natureza são subterrâneas originárias das águas de superfície, que infiltraram atingindo grandes profundidades graças às condições especiais do solo. Esta infiltração maior fornece condições físico-químicas especiais à água, que apresenta maior dissolução de sais minerais, maior temperatura e pH alcalino. Algumas águas minerais são originárias de regiões com alguma atividade vulcânica.

Nos dias atuais, a água mineral para consumo é distribuída em vasilhames, podendo ser consumida longe das fontes termais. Porém, para banhos terapêuticos ou apenas lazer, as regiões hidrominerais denominadas “estâncias hidrotermais” apresentam alguma infra-estrutura com hotéis, spas e outras comodidades para os usuários. Considerada como água de origem subterrânea pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a água mineral natural é produzida e distribuída no País de acordo com a regulamentação da RDC 173 (Resolução da Diretoria Colegiada), que está em vigor desde março deste ano.

Uma das principais novidades da RDC 173 é a restrição de comercialização do produto, que pode ser feito somente em estabelecimentos comerciais de alimentos e bebidas. Os postos de gasolina, por exemplo, onde se costumava encontrar o produto, ficam proibidos de comercializá-lo. Apenas as lojas de conveniência dos postos nas quais existem condições apropriadas para armazenamento e comércio de produtos alimentícios poderão vender água mineral.

Medidor de Condutividade EC HI 98188

Usado no setor de águas minerais, o condutivímetro apresenta uma larga escala de medição que varia 0.001 μS/cm a 400 mS/cm, uma escala para resistência e realiza a medição de três escalas para salinidade. O equipamento reconhece de forma automática, por meio de uma sonda, que conta com dois ou quatro anéis para a bateria. Além disso, dispõe a função de compensação linear e natural a temperatura de água, de forma ajustável segundo a necessidade e preferência do usuário.

Outra virtude interessante do aparelho é a sua capacidade de contar com 10 parâmetros de medida, como a análise da temperatura da referência, compensação da temperatura, TDS, calibração, entre outros, que podem ser armazenados de acordo com o perfil do usuário para sua aplicação. Já o amplo display gráfico retroiluminado permite um controle mais exato, apresentando dados de temperatura e a carga da bateria. O instrumento também é dotado de um sistema de recarga de bateria.

O HI 98188 inclui três estágios de teste de qualidade da água pela Farmacopéia dos Estados Unidos (USP) 645, cinco pontos de calibração, além de registrar até 400 leituras, que podem ser verificados em um computador por meio da porta USB. O usuário pode verificar instruções para cada estágio da USP pelo mostrador do aparelho.

Medidor Portátil de Turvação e Cloro Livre/Total HI 93414

Avançado, o equipamento utiliza uma fonte de luz de tungstênio, de acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) e um sistema ótico avançado, que permite consistentemente medições confiáveis e precisas da turvação e cloro livre ou total. Os usuários podem contar com esta precisão, especialmente em níveis muito baixos de turvação. Assim, o HI 93414 vai de encontro às exigências da EPA e métodos standards para turvação e medições de cloro.

A turvação, importante para a análise de qualidade de águas minerais, é medida até 1000 NTU e as medições de cloro livre ou total podem ser feitas em uma escala que varia de 0.00 a 5.00 mg/L (ppm). O medidor é baseado em um avançado sistema ótico que garante o desempenho elevado e de confiança nos resultados. Este sistema ótico inclui uma lâmpada de filamento do tungstênio, um detector claro dispersado e outro detector claro transmitido. Outra característica que garante um excelente desempenho do aparelho é a sua exclusiva tecnologia Calcheck, que fornece maior clareza, precisão e confiabilidade em uma análise de medição, com calibração ajustável, conforme todas as necessidades do usuário.

O HI 93414 é fornecido com cinco cubetas de amostra e tampas, três cubetas de calibração para o turbidímetro, duas cubetas de calibração para o colorímetro, embalagens de reagentes em pó para cloro livre e total, óleo de silicone, cinco suportes para tag com referências (HI 920005), tesouras, baterias (4 pcs) e adaptador AC

Medidor de pH HI 253, com parâmetro estendido, GLP e íons seletivos

Criado graças à experiência plurianual da Hanna Instruments, o aparelho proporciona medições sempre precisas, atendendo a todas as exigências de laboratório. Além das análises de pH, o HI 253 verifica o redox e mV relativo e está predisposto para desenvolver medições de íons seletivos, fornecendo os resultados diretamente em PPM.

Com utilização para diversos segmentos, como o de água mineral, o medidor é capaz de memorizar até 50 dados que podem transferidos em um segundo momento para um computador, devido a sua memória interna não volátil. O instrumento têm também características BPL, o que permite a consulta d os dados a cada momento. O equipamento completo é fornecido com eletrodo de pH, sonda de temperatura para a compensação automática nas medições pH e soluções de calibração – todos os itens necessários para a medição imediata sem qualquer problema.

Medidor de pH / mV / ISE / Tº HI 4212, com dois canais e tela gráfica

Recomendado também para o mercado de água envasada, o aparelho HI 4212 é um instrumento de bancada com dois canais e com mostrador gráfico para a medição de pH, mV, íons seletivos e temperatura. O equipamento permite ao usuário monitorizar simultaneamente duas amostras distintas de diferentes propriedades de uma mesma solução. Outro aspecto do medidor é a sua capacidade de analisar o pH, mV e até mesmo a concentração de íons específicos, além de trabalhar ao mesmo tempo em dois canais, independentes um do outro.

No amplo mostrador gráfico com luz de fundo, é possível seguir as variações de pH, temperatura, concentração de íons específicos e potencial de óxido-redução das amostras, graças aos gráficos indicados em tempo real. O usuário também pode verificar constantemente as condições do eletrodo e os dados da última calibração.

As medições podem ser registradas de forma manual ou automática, permitindo optar-se pela resolução mais adequada (até 0.001) e mesmo ativar um dispositivo que fixa automaticamente no mostrador uma leitura estável. O HI 4212 possui uma porta USB e porta serial RS232, que gravam todos os dados registrados, bem como gráficos e dados de calibração diretamente para um computador.

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