Profissionais da Hanna Instruments comentam sobre o campo no País, que apresenta crescimento e boas perspectivas
“Sem a Química, o Brasil não reage”. A frase destacada por Edson Santos, sales manager da Hanna Instruments Brasil, ressalta a importância do setor para a economia nacional. Ciência que desempenha um papel expressivo no País e no padrão de vida de sua população, a Química apresenta uma contribuição significativa no parque industrial brasileiro em um amplo e diversificado universo de segmentos, como a petroquímica, indústrias farmacêutica, de tinta, de borrachas, plásticos, de alimentos, papel, couro, defensivos agrícolas e fertilizantes, têxtil, óleos e combustíveis, além de muitos outros.
Apresentando inúmeras aplicações no campo científico e no tecnológico, sendo fundamental para o desenvolvimento de uma nação, a Química encontrou dificuldades no Brasil, especialmente no nível empresarial, em estabelecer uma visão clara entre o papel reservado para a pesquisa como ciência básica e aplicações obtidas no setor industrial, conforme aponta um estudo realizado pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas por solicitação do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Banco Mundial, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT), realizado pelo professor José M. Riveros, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo.
Com o Plano Nacional de Desenvolvimento durante o governo Vargas e o modelo de industrialização acelerada adotado pelo País a partir da década de 1960, acentuado com a importação maciça de tecnologia, o setor químico teve uma grande evolução, devido ao aperfeiçoamento da indústria nacional em geral. “O mercado brasileiro de Química pode ser considerado de primeiro mundo. Nossa tecnologia não nos deixa atrás da grande maioria dos países e, para ter-se idéia, os maiores fabricantes do setor em todo o mundo estão aqui”, acentua Edson Santos, que é bacharel em Química licenciado em Ciências e trabalha há cerca de 20 anos no setor.
Graças a constantes pesquisas e inovações, o mercado químico brasileiro está cada vez mais competitivo, como ressaltam Edson Santos e Andreas Sofianos, market manager da Divisão de Laboratórios da Hanna Instruments. “A tendência deste setor no País é de um crescimento cada vez maior. No entanto, os profissionais químicos precisam sempre se atualizar e verificar as tendências e novidades, pelas quais são proporcionais ao desenvolvimento do mercado”, aponta Sofianos, que tem formação como técnico de Química e optou em atuar no setor por considerá-lo bastante vasto em oportunidades de trabalhos. “A Química tem um dos melhores mercados que há, pois sempre necessita de mais profissionais. Além disto, a área está relacionada com diversos segmentos, o que apresenta amplas possibilidades ao químico”, complementa Santos.
Para Francisvaldo Hora, market manager da Divisão de Meio Ambiente da Hanna Instruments, com uma concorrência cada vez maior e em plena evolução, além do avanço da tecnologia, o químico precisa especializar-se em um determinado segmento ligado ao setor para fazer a diferença. “A Química não tem limitação. Mesmo a partir de itens simples, o desenvolvimento tecnológico é bastante amplo em função da necessidade do mercado, que requer produtos e soluções mais simples, práticos e eficientes”, defende Hora, que também tem formação de técnico de Química e atualmente está no 4º ano na graduação de Engenharia Química.
Formação e índices econômicos
Comemorado no dia 18 de junho, o dia do químico é marcado por inúmeros eventos e reflexões por parte de especialistas da área sobre avanços e condições de trabalho. Uma das maiores preocupações na área é a preparação de profissionais gabaritados para atuarem no mercado. De acordo com Edson Santos, boa parte das universidades brasileiras deveriam aperfeiçoar a parte prática dos cursos para que os formandos tenham boas condições de adaptarem-se às exigências do setor. “Infelizmente, muitas faculdades não forjam devidamente o estudante para o mercado de trabalho. O nível de ensino poderia melhorar com investimentos em treinamentos para uma melhor preparação do formando. Atualmente, as universidades apenas moldam o futuro profissional e ‘jogam’ estes no mercado, restringindo-os também o conhecimento, que é imprescindível”, alerta o sales market da Hanna Instruments.
Segundo o estudo realizado pelo professor José Riveros pela Fundação Getúlio Vargas, há uma estagnação no volume de conhecimento em Química produzido no País a partir dos anos 1980. Enquanto nos Estados Unidos, a quantidade de doutores (Ph.D.) em Química formados por ano esteja em 1,5 mil por ano, no Brasil este índice chega em torno de 100 anuais. Por outro lado, o estudo de Riveros aponta boas perspectivas sobre o nível de ensino no setor químico, com mais cursos de pós-graduação e pelo número crescente de participantes de eventos científicos e técnicos realizados no País. Para o professor, este fator é excepcional para um país que conta com um Produto Interno Bruto (PIB) que não apresenta crescimentos significativos nos últimos anos.
Uma das explicações para este fator é de que o setor químico é o segundo maior em importância na formação do PIB industrial brasileiro. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o faturamento líquido da área no ano passado alcançou R$ 177,7 bilhões, o que representa um aumento de 2,3% em relação a 2005. A entidade aponta que o País apresenta cerca de 4,5 mil empresas químicas, que respondem por mais de 300 mil empregos diretos e por 15% do total de impostos e taxas gerados por todos os setores industriais.
Conforme aponta dados pela Abiquim, presentes em seu site (http://www.abiquim.org.br), as exportações brasileiras de produtos químicos cresceram 20,8% em 2006, superando a quantia de US$ 8,9 bilhões. As importações foram de US$ 17,4 bilhões, com aumento de 13,3%. Os artigos do setor representam 6,5% de todas as exportações realizadas no ano passado pelo País e 19% das importações. Foram exportadas pelo País mais de 9,5 milhões de toneladas em produtos químicos no ano passado. A movimentação corresponde a um aumento de 14,2% quanto a 2005. O volume de importações teve um crescimento de 8,9% ao ano anterior, sendo superior a 21,4 milhões de toneladas. Não obstante, o déficit na balança comercial de produtos químicos foi superior a US$ 8,4 bilhões, o que corresponde a 6,4% a mais em relação ao índice registrado em 2005, significando um novo recorde.
As maiores exportações brasileiras foram destinadas aos países do Mercosul – Argentina, Paraguai e Uruguai – , que representaram 25% do total exportado (sendo US$ 2,2 bilhões); a América do Norte – Estados Unidos, Canadá e México – , com 20% (US$ 1,8 bilhão), e a União Européia, com 17% (US$ 1,5 bilhão). Quanto às importações, as principais procedências dos produtos foram a União Européia, com 30% (US$ 5,2 bilhões), e da América do Norte, com 29% (US$ 5,1 bilhões). Em relação à Ásia, o Brasil importou mais de US$ 2,4 bilhões em produtos químicos, sendo 27% a mais comparados a 2005. Já as exportações para esta região foram de US$ 753 milhões, o que corresponde a uma elevação de 10,7% em relação ao ano anterior.
Sistema de Titulação HI 901 e HI 902
Recomendados para empresas dos mais variados segmentos do setor de Química, os equipamentos HI 901 e HI 902 são os novos tituladores automáticos da Hanna Instruments que fazem parte do já amplo universo de produtos de análises de laboratório, rápidos e precisos. Rápidos e precisos, os aparelhos são um válido apoio para titulações de rotina, graças a numerosas características.
O HI 901 e o HI 902 permitem de forma bastante prática o desenvolvimento de titulações de pH, potenciométricas e amperométricas. Dos 100 métodos existentes, 89 são personalizáveis, o que permitem aos equipamentos a máxima variabilidade em vários campos de análise. A primeira titulação do dia é realizada por meio de um software contido nos aparelhos, pelo qual efetua um controle preciso de funcionamento de diversas unidades.
Outra vantagem proporcionada pelos instrumentos é o seu inovador sistema Clip Lock™ para a substituição da bureta, em que é possível passar de um titulante ao outro, com extrema facilidade. Além disso, o HI 901 e HI 902 também permitem criar uma verdadeira estação de trabalho, ao qual o operador pode ligar o instrumento a um computador, um monitor, um teclado, uma impressora e utilizar eletrodos de pH ou redox.
Com o mostrador de cristais líquidos, em qualquer momento é possível conhecer o estado do próprio instrumento. Já através d as indicações selecionadas, pode-se verificar as definições de base, como idioma, contraste luminoso, resolução, calibração do eletrodo de pH, data e hora, além dos vários métodos presentes nos produtos.