Apicultura apresenta alta no País

Qui, 24 de Maio de 2007

Apesar do embargo na Comunidade Européia, produtores nacionais ampliam exportações dos derivados de abelha

Considerado como uma grande potência no mercado de Apicultura, o Brasil duplicou suas exportações em março deste ano em relação ao mês anterior. A alta apresentada neste período foi de 150%, conforme informa o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Associação Paulista de Apicultores (Apacame). Por outro lado, de acordo com Alzira de Fátima Vieira, coordenadora nacional da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis), departamento do Sebrae que cuida de parcerias com produtores apícolas do País, o preço médio do mel reduziu de US$ 1,78 por quilo, em fevereiro, para US$ 1,44/kg de mel, em março, o mais baixo dos últimos 17 meses.

“Mesmo assim, o cenário do comércio internacional de mel para os próximos meses é favorável ao Brasil, com perspectivas de continuidade do crescimento das exportações de mel, bem como a tendência de recuperação e alta nos preços”, explica a coordenadora do Sebrae. Ainda segundo ela, houve uma forte retomada do crescimento das exportações de mel (US$ 1.767.003,00 e 2.033.811,00 kg), representado aumentos de 104,2% em valor e de 151,8% em peso, se comparado com o mês anterior, fevereiro (US$ 865.448,00 e 486.422,00 kg). “Contudo, a receita de exportação de mel do primeiro trimestre deste ano (US$ 3,11 milhões) ainda é 48% inferior à do mesmo período de 2006”, avisa Alzira.

Considerado o quinto maior produtor de mel em todo o mundo, como informa a Apacame, o País apresentou uma queda na exportação dos artigos apícolas neste primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior devido ao embargo europeu aos produtos brasileiros, desde março de 2006, sob a alegação de uma suposta inexistência de controle de resíduos na produção de mel por parte do governo brasileiro. “Os europeus quiseram que medidas de fiscalização de qualidade fossem tomadas no Brasil, porém o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) não tomou nenhuma providência neste período. Desta forma, a União Européia vetou as exportações dos nossos produtos e o MAPA ‘acordou’ e passou a realizar inspeções e visita a entrepostos. A esperança dos produtores de nosso setor é de que esta situação seja resolvida o mais breve possível para retomarmos a comercialização aos países da Europa”, explana Jackson da Silva, apicultor e responsável por um entreposto comercial de mel em Maceió.

Alzira Vieira afirma que a comercialização do mel entre os meses de janeiro e março do ano passado foram atípicos, uma vez que houve um grande aumento no volume de mel brasileiro importado pela Europa no período que antecedeu ao embargo. “Vale recordar que nestes meses, somente a Alemanha respondeu por 68% das importações de mel do Brasil, com US$ 4,01 milhões, o que representou a mais da metade do valor total das importações desse país durante todo o ano de 2005, que foi de US$ 8,1 milhões”, relata a coordenadora do Sebrae.

O Sebrae aponta que os estados que mais exportaram no setor no primeiro trimestre deste ano foram o Rio Grande do Sul, com US$ 1,09 milhões, e São Paulo, com US$ 840,6 mil. O Rio Grande do Norte, que não exportou nos três meses iniciais do ano anterior, foi o sexto estado que mais exportou, com US$ 105,9 mil, ultrapassando o Piauí, tradicional exportador nordestino. O preço médio entre janeiro e março de 2007 foi de US$1,53/kg de mel, com uma redução de US$ 1,78/kg em fevereiro, para US$ 1,44 /kg, em março, o mais baixo dos últimos 17 meses. Apenas os estados do Ceará (US$ 1,63/kg), Paraná (US$ 1,65/kg), Pernambuco (US$ 1,54/kg) e São Paulo (US$ 1,80/kg) obtiveram preços acima da média. O menor preço foi recebido pelo Rio Grande do Norte e por Santa Catarina (US$ 1,38/kg). De acordo com a Apacame, as regiões Sul e Sudeste são responsáveis por cerca de 80% de toda a produção nacional do setor.

Perspectivas no setor

Apesar do embargo europeu, para alguns especialistas, há boas perspectivas para o segmento de derivados de abelha no País e os produtores podem comemorar o dia nacional do apicultor, celebrado no dia 22 de maio. Para Jackson da Silva, o setor é propício e os apicultores têm se organizado cada vez mais em ampliar as vendas dos derivados de abelha. “Contudo, o consumo interno ainda é baixo frente a alguns países. Enquanto na Suécia, por exemplo, em que há uma demanda de 12 kg de mel per capita, no Brasil este índice é de apenas 200 g per capita. A produção também necessita ser ampliada, pois, para ter-se idéia, enquanto produzimos uma média anual de 35 mil toneladas, na China são produzidos 300 mil toneladas dos artigos por ano”, expõe Silva.

A coordenadora Alzira Vieira atesta que, na opinião de algumas lideranças da Apicultura nacional, dirigentes de entrepostos exportadores e empresários do setor, o cenário do comércio internacional de mel para os próximos meses ainda é favorável ao Brasil, com perspectivas de continuidade do crescimento das exportações do artigo brasileiro, além de uma tendência de recuperação e alta nos preços, que se deve a diversos aspectos, como a quebra na safra de mel na Ásia, especialmente no Vietnã e na China, com a conseqüente redução nos volumes ofertados; a perspectiva de uma boa oferta de mel do nordeste e em função da safra em andamento ser promissora, e o provável retorno de exportações do Brasil para a Europa a partir do segundo semestre, com a visita de especialistas europeus que avaliaram a implementação do Programa Nacional de Controle de Resíduos, que tem como objetivo controlar e melhorar a qualidade da produção apícola.

Outro fator que colabora com as boas perspectivas no setor é a redução da safra norte-americana prevista em meados deste ano, graças à perda de 25% de enxames, com o Distúrbio do Colapso das Colônias (CCD), por motivos ainda desconhecidos e analisados por especialistas locais, problema também identificado na Alemanha. “Perdemos mais de meio milhão de colônias, com uma população de 50 mil abelhas com este mal”, conta Daniel Weaver, presidente da Federação Norte-Americana de Apicultores, em entrevista à agência de notícias espanhola Efe. O executivo norte-americano ainda destaca que o problema afeta 30 dos 50 estados daquele país.

O Sebrae informa que 96,6% da comercialização do mel brasileiro fomos destinadas para os Estados Unidos (US$ 3.006.991), sendo atualmente o único país de destino das exportações do artigo no ano passado, o Brasil respondeu por menos de 10% (US$ 17,2 milhões) das importações americanas de mel (US$ 172,9 milhões). Entretanto, de 2005 para 2006, o Brasil passou de sétimo para quarto maior exportador de mel para o mercado norte-americano, atrás apenas de Argentina, Canadá e China. Alzira Vieira declara que há probabilidades de ampliação da participação brasileira nas exportações de mel para os Estados Unidos em função quebra de safra de mel na Ásia e da exigência de pagamento à vista da tarifa “anti-dumping” de mais de 300%, sobre a importação de mel da China.

Sobre a comercialização de outras ceras de abelhas, segundo o Sebrae no primeiro trimestre deste ano o valor das exportações foi de US$ 1,14 milhões, representando uma redução de 20,2%. Deste total comercializado, 77,0% foi destinado ao Japão e 19,6% à China. A liderança na exportação foi de São Paulo (US$ 58,1 mil), seguido de Minas Gerais (US$ 500,2 mil), que vem ampliando a sua participação. Quanto ao preço médio dos artigos neste período, houve queda de US$ 71,5/kg, bem inferior aos US$ 93,1/kg praticados nos três primeiros meses de 2006.

Derivados da abelha

Apicultura é a criação de abelhas em confinamento sob controle do homem, alojadas em colméias artificiais, utilizando métodos e equipamento criados para melhor explorar as capacidades naturais destes insetos. Homenageado em 22 de maio, o apicultor é quem cria abelhas, principalmente a espécie Apis melífera, também conhecida como abelha doméstica, que produz mel e cera. De acordo com pesquisas arqueológicas, as abelhas existem há pelo menos 42 milhões de anos. Sobre a apicultura, por registros encontrados o mel já era utilizado desde 5000, aproximadamente, pelos sumérios.

Dos produtos fornecidos pelas abelhas, o mel é sem dúvida o mais conhecido. Trata-se d o produto final da elaboração pelas abelhas do néctar retirado das flores e submetido a transformações químicas dentro do seu corpo e em seguida, já nas células, de evaporação sob a ação do calor e ventilação dentro da colméia. Utilizado amplamente como alimento ao homem, produto pode ter diversas aplicações medicinais, as quais ainda são pesquisadas.

Os outros artigos derivados da abelha que são benéficos ao ser humano e comercializados são a cera, o pólen, a geléia real, o própolis e a apitoxina (veneno da abelha). O físico alemão Albert Einstein (1879-1955) exclamava a importância da abelha ao homem. "Se a abelha desaparecer da superfície do planeta, então restariam ao homem apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem", declama o cientista.

Medidor da cor do mel HI 83221

Equipamento que inclui um estojo completo e pronto a utilizar para a análise da cor do mel, o aparelho apresenta um fotômetro profissional com leituras diretas em mm Pfund, cinco cuvetes e glicerol de grau analítico para uma calibração precisa. Com o HI 83221, o usuário pode obter de modo fácil e ágil, resultados imediatos e precisos, por meio de um uso simples que pode ser aplicada tanto em laboratório como no campo.

A cor natural do mel apresenta muitas tonalidades, que vai desde o amarelo palha ao âmbar e do âmbar escuro ao quase preto, passando para o avermelhado. A cor do mel não-tratado tem origem na variedade botânica utilizada pelas abelhas.

Por outro lado, a cor do produto tende a escurecer com o envelhecimento ou com alterações de acordo com o método de conservação ou de produção utilizado pelos apicultores, como a utilização de velhas colméias, o contato com metais, a temperatura de conservação, a exposição à luz, entre outros fatores. As classes de cor são expressas em milímetros (mm) da gama Pfund, comparados a uma gama analítica padrão de referência, graduada com base na glicerina.

O HI 83221 é fornecido com cinco cuvetes, duas pilhas de 9 V, um porta-cuvetes, uma tampa de proteção, um transformador 12 Vdc, um garrafa de glicerol (30 ml) e um manual de instruções.

pHmetro impermeável e portátil para alimentos

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O Eletrodo FC 202D, fornecido com o instrumento, foi elaborado para as medições em produtos alimentares, sendo dotado de sensor interno de temperatura, corpo em Kynar®, simples de limpar e com ponta cônica, o que permite otimizar o contato com os produtos alimentares semi-sólidos.

Além disso, a junção aberta evita as freqüentes obstruções típicas, como nas medições de produtos lácteos e a solução eletrolítica utilizada, evitando a contaminação dos alimentos com cloretos de prata. O HI 99161 também possui calibração automática, com reconhecimento de dois conjuntos de padrões e indicador de instabilidade de medição. Já a temperatura é indicada no mostrador, juntamente com a medição de pH.

O aparelho é fornecido com o eletrodo FC 202D, saquetas monodose de soluções de pH 4 e 7, solução de limpeza HI 700642 (2 por 20 ml), pilhas, uma mala rígida e um manual de instruções.

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