Além de ser utilizado no setor alimentício, o produto também é empregado na confecção de medicamentos farmacêuticos e em diversos outros tipos de aplicações
Geralmente associada à bancada colorida consumida por pessoas de todas as idades, a gelatina tem inúmeras aplicações que, muitas vezes, são desconhecidas pelo público em geral. Medicamentos, filmes fotográficos, adesivos e até brinquedos são alguns exemplos de derivados do produto, que é uma proteína derivada da hidrólise parcial do colágeno, pelo qual é o principal constituinte de peles de animais, ossos, tendões e tecido conectivo. Outra forma de obter-se o produto é através de uma alga chamada agar-agar, cujo processo é mais caro e geralmente é usado em laboratórios para o crescimento de bactérias.
Também conhecida como colágeno hidrolisado, a gelatina apresenta propriedades ideais na produção dos mais variados artigos e tem maior utilização no mercado alimentício, seguido das áreas farmacêutica, fotográfica e industrial. No setor de medicamentos farmacêuticos, a gelatina pode ser empregada na fabricação de cápsulas duras ou moles, comprimidos, drágeas, emulsões, óleos, esponjas medicinais, entre outros tipos de produtos. Já no segmento fotográfico, é aplicada na confecção de filmes, papéis fotográficos, eletrodeposição de metais, papéis, microencapsulação, fósforo e diversos materiais. Na área industrial, é usada na produção de adesivos, abrasivos, capsulação de corantes, entre vários artigos.
Utilizada há muitos anos no segmento alimentício graças às suas propriedades funcionais, a gelatina permanece a apresentar novas aplicações no setor, principalmente com a maior preocupação no mercado com produtos de baixos índices de colesterol e calorias. Exemplos de alimentos com gelatina são as bancadas de gelatina, o aspic, a baba de cegonha e as gomas. O produto pode também ser usada como estabilizante ou espessante de sorvete, geléia, iogurte, queijo, margarina, entre outros. Além disso, a gelatina também pode ser usada na clarificação de vinho, cerveja, suco de frutas, produtos dietéticos e na fabricação de diversos alimentos.
No ramo alimentício, a gelatina apresenta diversas vantagens para seu consumo. De alto valor de proteínas e isento de gordura, colesterol e carboidratos, o produto é composto por cerca de 84% e 90% de proteína, entre 1% e 2% de sais minerais e em torno de 8% a 15% de água. Por se ligar a uma grande quantidade de água, o produto oferece uma sensação de saciedade após a sua ingestão e é ideal para o uso em dietas.
Contendo nove dos 10 aminoácidos essenciais ao corpo humano, o consumo alimentar da gelatina faz bem à saúde e contribui na hidratação e integridade das articulações e na nutrição e preservação de tecidos musculares, tendo um papel fundamental na prevenção e no tratamento de dores articulares, artrose e osteoporose. O produto também traz outros benefícios, como manter a elasticidade da pele, fortalece as unhas e previne a queda de cabelos, tornando-os mais resistentes e brilhantes.
Produção da gelatina
Apesar da extensa aplicação da gelatina, poucas indústrias possuem os processos de fabricação da substância para variados tipos de mercados. Líder nesse segmento, a Rebière Gelatinas é a primeira empresa a comercializar o produto no Brasil. De origem francesa, a empresa possui unidades em Amparo e Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, atendendo a clientes nacionais e internacionais.
A matéria-prima utilizada pela Rebière na fabricação de gelatinas provém de gado bovino alimentado no pasto. Seguindo as mais rigorosas e diretivas normas internacionais de controle de saúde animal, os produtos passam pela inspeção das autoridades sanitárias brasileiras do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Por meio de um processo totalmente controlado, a gelatina passa por severa inspeção em sua fabricação.
O produto é obtido a partir da purificação do colágeno, que é separado e processado, sendo convertido no produto final. Este processo pode ser realizado sob condições ácidas, que resulta na gelatina tipo A, ou em condições alcalinas, gerando a gelatina tipo B. A produção envolve como etapas básicas o tratamento do tecido colagênico, extração, purificação, concentração, esterilização, resfriamento, secagem, moagem e embalagem.
Com tecnologia de ponta e processos orientados por padrões de qualidade para atender aos clientes mais exigentes, a Rebière conta com dois tituladores automáticos da Hanna Instruments, que proporcionam uma análise mais detalhada durante as etapas de fabricação das gelatinas. O HI 901 e HI 902 permitem a máxima variabilidade em diversos campos de análise e podem ser habilmente desenvolvidas titulações de pH, potenciométricas e amperométricas. Existem 100 métodos, dos quais 89 são personalizáveis, que permitem ao HI 901 e ao HI 902 a máxima variabilidade em vários campos de análise.
Os aparelhos da Hanna permitem também a criação de uma verdadeira estação de trabalho, pela qual o operador pode ligar um computador ao instrumento e utilizar eletrodos de pH ou redox. Com o grande mostrador de cristais líquidos, pode-se conhecer o estado do próprio instrumento; de acordo com as indicações selecionada, e é possível verificar as definições de base, como a língua, contraste luminoso, resolução, calibração do Eletrodo de pH, data e hora, para além dos vários métodos presentes.