Considerado como grande potencial no setor, o País apresenta excelentes condições hidrográficas e climáticas e inicia desenvolvimento no mercado mundial
Uma importante fonte de proteína animal em diversos países do mundo, a aqüicultura apresentou uma produção mundial superior a 38 milhões de toneladas, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), divulgados em 2000. Deste volume total, estima-se que 45,53% provêm da cultura de peixes de água doce; 23,95% correspondem a moluscos; 22,37% equivalentes a plantas aquáticas; 5% são de peixes mixualinos; 3,95% de crustáceos e 2,35 advindos de peixes marinhos e demais espécies como rãs, quelônios, entre outros.
Com uma extensão de 8,4 mil km de extensão litorânea inteiramente diversificada, o Brasil apresenta condições climáticas excelentes, um vasto e rico recurso hídrico continental com potencial para aqüicultura. Além disto, outra característica importante favorável para o setor é a produção de grãos, principalmente, o milho e a soja em grande escala, e a mão-de-obra barata, como destaca Cláudio Luis Tessarolo, gerente comercial da Bernauer Aquacultura, empresa de equipamentos para aqüicultura de Blumenal-SC. “Segundo a FAO, nosso país é um dos últimos grandes seleiros mundiais propícios para a aqüicultura, no entanto ainda dá seus primeiros passos na exportação de produtos. O que pode colaborar para este fator é China, que é um futuro bom cliente importador do Brasil no mercado, graças ao crescimento do poder aquisitivo deste país e sua produção ser insuficiente para a demanda interna.”, aponta.

Segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em 2004 o Brasil exportou para 73 países. Os artigos nacionais mais requisitados no mercado exterior são a lagosta e o camarão, especialmente nos Estados Unidos e em países europeus, como Espanha, França e Holanda. A maior região produtora de camarão é o Nordeste, que representa 97% da carcinicultura (criação de camarões) em todo o País. Conforme informa a Associação Brasileira de Criadores de Camarões, o litoral nordestino possui cerca de 300 mil hectares propícios para a exploração do crustáceo, com capacidade de produção de até 1 milhão de toneladas por ano, brevemente. Contudo, com a desvalorização do dólar, o setor apresentou baixa na comercialização internacional. Por outro lado, como aponta Tessarolo, desde o último ano, os produtores tiveram uma recuperação no setor, com uma produção de mais de 50 mil e “correm atrás do prejuízo”.
Mesmo com uma das melhores condições para o desenvolvimento da aqüicultura, diversos problemas que tem sido obstáculo ao mercado nacional, especialmente a falta de dados atualizados sobre o setor, a burocracia e a indefinição da legislação voltada ao segmento. “A falta de facilitação de crédito aos produtores e uma política de preservação de áreas ambientais associadas à exploração de recursos naturais são exemplos de barreiras que devem ser rompidas com a iniciativa do governo, que tem feito muito pouco nesta área. Apenas este ano, houve como conquista um subsídio de 60% da energia elétrica aos aqüicultores, o que permite uma economia na produção, porém muito ainda pode ser feito”, ressalta o gerente da Bernauer.
O investimento rentável da tilápia
No setor de piscicultura, a maior criação mundial é a de carpas, seguida pela tilápia, que ganha um espaço cada vez maior no mercado internacional. Para ter-se uma idéia, a produção internacional desta espécie praticamente dobrou entre os anos de 1984 e 1998, graças ao acentuado crescimento do segmento em países asiáticos, como China, Taiwan, Indonésia, Tailândia e Filipinas, segundo informa o Ministério da Agricultura e do Abastecimento.
No Brasil, a tilápia representa quase 50% do total da produção de peixes. Em Santa Catarina, maior estado produtor de piscicultura do País, cerca de 60% da produção de peixes são desta espécie. Depois dos catarinenses, os maiores piscicultores nacionais são Ceará, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, apresentando um bom crescimento a cada ano.
Cláudio Tessarolo acredita que a tilápia vai liderar o ranking mundial do mercado, devido ao rendimento excelente de sua carcaça. “O peixe pode ser considerado como uma espécie nobre, com carne que possui um sabor neutro, podendo ser apreciada por qualquer gosto. O couro é reaproveitado, tendo como principais consumidores as indústrias que utilizam peles curtidas e tingidas (couro) para fabricação de roupas, pulseiras de relógio, sapatos, bolsas e artigos em couro em geral”, explica. Além disto, até o osso da espécie também pode ser aproveitado para a fabricação de farinha de peixe e ração.

De água doce e de espécies originárias da América do Sul e África, a tilápia já era criada em cultura no Egito há 4 mil anos. Estes peixes podem ser facilmente mantidos em aquário, reproduzem-se sem dificuldades e crescem rapidamente. Outra vantagem apresentada pela tilápia é o fato de ser um excelente controle biológico por se alimentarem de plantas aquáticas flutuantes, bem como algumas algas fibrosas.
Ponto diferencial que viabiliza o crescimento do consumo das tilápias, sua carne contém baixo teor de gordura (0,9 g/100g de carne) e de calorias (172 kcal/100g de carne), ausência de espinhos em forma de “Y” (mioceptos) e rendimento de filé de aproximadamente 35% a 40 %, em exemplares com peso médio de 450g, o que as potencializam como peixes para industrialização.
Mais um aspecto positivo da tilapicultura é que pode ser uma boa alternativa a ser explorada pela agricultura familiar com rentabilidade de custos, conforme indica o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR). Com investimento em conhecimento e tecnologia de produção por parte do piscicultor, pode-se obter a dois ciclos por ano, de acordo com a entidade. Para desenvolver a criação da espécie, é recomendável que o produtor atenda a legislação ambiental e estruturar em sua propriedade com os equipamentos necessários.
HI 9147
Para garantir a qualidade da água para a aqüicultura, a Hanna Instruments apresenta o aparelhos HI 9147 (Oxy-check), aparelho desenvolvido especialmente para o setor aqüicola. Projetados para oferecer o melhor da tecnologia para a medição de oxigênio dissolvido nas aplicações em campo, especialmente no tratamento em aqüicultura, os medidores portáteis possui uma calibração automática sem a necessidade de soluções químicas, sendo efetuada fora d'água em poucos minutos, eliminando a necessidade também de usar a chave de parafusos e outros adereços para regular a leitura.
O modelo mede o oxigênio em uma ampla escala (até 50,0 mg/l ou 600%) e compensa automaticamente as medições na temperatura e salinidade. Outra vantagem do medidor HI 9147 é é o rápido tempo de resposta graças ao sensor galvânico e a sua impermeabilidade, sendo o ultimo sistema de baterias recarregáveis e com um sistema indutível.