Os fertilizantes organominerais combinam os elementos químicos essenciais para as plantas, sejam macro ou micronutrientes, associados a substâncias orgânicas, que auxiliam na nutrição mais equilibrada das plantas, com uma série de vantagens.
A legislação brasileira regulamenta a comercialização de fertilizantes organominerais desde 1981.
As substâncias húmicas ou húmus são aquela matéria orgânica derivada dos resíduos vegetais e palhadas, decompostas biologicamente pelos micro-organismos, explica Elmar Luiz Floss, engenheiro agrônomo.
Quando são misturados os nutrientes com uma substância orgânica, esses são menos lixiviados pela chuva, pois não ficam livres na solução do solo.
Evolução dos organominerais
No princípio da fertilização orgânica realizava-se minhocultura para fazer compostagem, pois a minhoca transforma a palha, o esterco, as cascas e todo o material orgânico em substâncias húmicas.
O fertilizante organomineral, entretanto, é um passo adiante, pois nem sempre o húmus está equilibradamente nutrido em relação à espécie cultivada e seu potencial de rendimento.
Elmar Floss enfatiza que o nutriente, quando está na forma organomineral, tem sua eficiência melhorada. As pesquisas realizadas mais recentemente mostram que esses produtos podem ajudar na retenção de água, na melhoria das propriedades físicas do solo e facilita a absorção de nutrientes, colocando-os mais próximos da raiz, na rizosfera.
Opções variadas
São diversos os organominerais disponíveis atualmente para os produtores brasileiros. Dentre eles, Elmar Floss, cita uma: “pode-se pegar uma cama de aviário, deixá-la fermentar para formar uma compostagem, o que sofrerá uma decomposição biológica, resultando em compostos húmicos intermediários”.
Atenção
É primordial levar em consideração a eficiência técnica e econômica do produto. Por isso, Elmar Floss recomenda que antes de tudo o produtor faça uma área de teste em sua lavoura, baseado na análise de solo, além de profissionais que possam orientá-lo no melhor manejo do fertilizante organomineral.
Comparando ao fertilizante químico, o especialista observa que os organominerais apresentam maior eficiência na planta. Outro ponto positivo é a sustentabilidade do sistema, pois a matéria orgânica é o principal alicerce do solo que, aliada ao plantio direto, pode proporcionar ainda mais vantagens, pois a palhada deixada ali é transformada pelos micro-organismos em substâncias húmicas. Consequentemente, o solo responderá com maior sanidade de plantas e produtividade da lavoura.
Fonte: Revista Campo & Negócios, ano VII, nº 74, julho 2011. Pág 56 a 58
*Elmar Luiz Floss é engenheiro agrônomo, doutor em solos e nutrição de plantas.
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